Era uma história linda. Era a nossa história. Aquela pela qual matava se fosse preciso. Aquela que fez com que muita coisa mudasse, na minha vida, na tua também, penso eu.
Cada sorriso, cada abraço, eram como únicos, como se fossem sempre o primeiro e nunca chegavam, queria sempre mais. Pois nos teus abraços eu sucumbi e deixei tudo para trás. Nós, era o que importava. Só precisava de ti, das nossas gargalhadas, da nossa estupidez, das nossas conversas. Perdi muito, é verdade, ao dar asas e exclusividade a essa amizade, mas ao teu lado, nada parecia importante, tinha-te a ti, tinha tudo.
Até que um dia deixaste de me sorrir e pedir abraços, ou simplesmente de me abraçar. Deixei passar algum tempo, podia ser só uma fase…falei contigo, está tudo bem.
Fui ter contigo e o estranho continuava presente. Nada de abraços. Deixei passar algum tempo, outra vez. Outra fase?
Falei contigo outra vez e tiramos um tempo só para nós. O jantar foi muito bom, a noite também. Estávamos como dantes. Estava tudo bem. Deste-me um abraço repentino, cheio de vontade e convicção e eu desfiz-me em alegria e lágrimas ao mesmo tempo. Era tão bom ter-te de volta para mim, sentir-te presente de volta! Sentir que estavas lá porque querias e não por obrigação, ouvir o teu lindo discurso a dizer que te sentias bem, que estavas bem, que te estava a saber bem. Eu senti-me feliz. Fomos embora com um sorriso enorme estampado na nossa cara.
Ar fresco de volta.
Mais tarde, estivemos juntas outra vez. Eu em pulgas por te ver e tu sem um sorriso para me dar. Que se passa? Outra vez?
Deixei estar. Havia de mudar. Mudou, pelo menos às vezes estávamos bem. Será culpa minha? Tu nunca me disseste nada, estava sempre tudo bem. Confio em ti.
Até o dia em que te vi com quem não é apreciado. Com quem destruiu tudo. Não gostei de ver, foi verdade. Mas “não tenho nada a ver com isso”. Deixo andar.
Chega altura festiva, estamos bem, muito bem até. Abraços e beijinhos não me faltaram nesse dia. Gostei muito ter-te comigo de volta. Uma luz ascendeu-se em mim. Um sorriso que nunca me largou. Fui enchida de uma alegria contagiante.
Mas, por “admiração” minha, voltamos ao mesmo. Não sabes se vens ou não. Tudo bem, diz-me algo depois então. Nada.
No dia do meu aniversário, um simples “Parabéns =)” me mandas-te. Eu que esperava algo mais bonito, mais criativo, que falasse, que fosse teu! De ti para mim! Algo simples, mas não um simples “ parabéns”. Era importante para mim. Era a única coisa pela qual andava ansiosa. E nada. Fiquei desiludida, admito, não te posso apontar o dedo…ou posso? Já nem sei que direitos tenho.
Não és criança, pensei que me conhecias melhor do que ninguém…mas nada.
Última aproximação, rejeitas-me mais uma vez, após dias de silêncio.
Já não sei o que fazer. Já fiz muito…
E cheguei a um ponto em que me encho, em que não me apetece fazer mais. Nunca lutei tanto por alguém, por uma amizade, como lutei por ti. Só recebo recuos da tua parte.
Passa-se alguma coisa? Não me contas nada, não se passa nada e eu não sei de nada.
Ficámos assim? A mim não me chega. Só te peço um pouco de preocupação e que sejas tu desta vez a vir ter comigo. Se é que ainda queres. Não sei como pude chegar a esse ponto contigo, eras a única de quem não esperava isso. Mas pronto…
Agora é esperar…