Não percebo o porquê de criar planos futuros se é para tudo desaparecer de um momento para o outro. Tu estavas presente, como uma irmã, marcas te me para sempre. Por tudo o que passamos juntas, tudo o que enfrentamos…mas muito me rebaixei para sustentar essa amizade. Deixei que muitas palavras duras fossem ditas para te guardar ao meu lado e isso para quê? Agora mal nos cumprimenta-mos na rua. Seguis-te o teu caminho e eu o meu. Custou…muito.
Senti-me tão perdida e sozinha. Senti que parte de mim se tinha ido, pois sempre estivera lá para ti em tudo, tudo sabia de ti.
O problema será que, eu sempre estivera lá para ti ao contrário de ti, que muitas vezes me viras te as costas e eu deixei passar. Pensando que estarias mal tu também, com os teus problemas, aqueles que sempre te ajudei a resolveres, aqueles que te faziam chorar e eu estava lá para te dar o meu ombro, enquanto que eu…enfrentava os meus sozinha, chorava sozinha sem o ombro de ninguém.
Um dia sentis-te que eu me estava a afastar, se calhar por estar farta de sofrer sozinha sem o apoio da minha “irmã” que dizia sempre lá estar e a tua presença se tornar invisível, ou então porque simplesmente encontrei a quem me confiar…quem me ouvisse…quem me abrisse os olhos sobre ti. Tive pena. Chorei. Separamo-nos.
Hoje mal nos falamos, um simples “Olá” ao passar, se é que nos apetece, um “Parabéns” quando se faz anos e isso é o que nos “une” ao facto de nos conhecer-mos. Já muito nos separa. De certeza que mudas-te, que estás melhor, já deves saber ouvir as pessoas…mas para mim chegou, se um dia quiseres, nunca se sabe…mas o rancor é muito.
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