Chegaste no momento oportuno. Chegaste quando estava a perder alguém de importante, simplesmente mostraste-me que podias usar o papel dela.
Cai. Aceitei aos poucos. Uma bela amizade se criou.
Estava contigo todos os dias, falávamos todos os dias, nem que fosse por telemóvel. Não nos escapava nem um único dia!
Partilhava-mos tudo, sabias tudo de mim, soubeste-me ouvir, soubeste conhecer-me. Conhecias-me, simplesmente. Entreguei-me a ti de uma forma cega.
Tudo sabia de ti, também é verdade, conhecia-te melhor do que ninguém! Não me podias esconder nada! Não havia segredos. Havia planos para o futuro. Havia futuro para nós.
Sinceramente acreditei.
Pensei que nada nos fosse separar. Nunca imaginei, até se tornava estranho, pensar que um dia passava por ti na rua e não fosse ter contigo, dizer-te “Olá”, com um grande sorriso!
Mas esse dia chegou…esse dia despedaçou-me.
Por coisas estúpidas te foste cegando, não aceitando certas opiniões minhas, dizendo, tu também, palavras duras que nunca foram esquecidas, deixando-me no meio de uma história que não era minha. Até ao dia, em que passei por ti e mal um “Olá” te disse.
Fiquei sozinha mais uma vez. Sofri tanto pela tua perda. Chegaste quando eu mais precisava e deixaste me quando mais precisei!
Habituo-me, desde então, a caminhar sozinha e a não confiar.
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